Leviatã: A Missão Secreta

Leviatã: A Missão Secreta

Leviata-A-Missao-Secreta-3canecas[1]_thumb[1]Leviathan – Scott Westerfeld – 2009 – 365 páginas – Galera Record

Leviatã é um livro gostoso de ler, mas complexo de explicar em poucas palavras. Antes de conhecer a obra em si, você precisa saber um pouco sobre o gênero do qual ela faz parte. O Steampunk mistura o passado com o futuro, a realidade com a ficção. Steam (vapor), remete às máquinas introduzidas na Revolução Industrial. Punk representa a quebra com a forma tradicional de ilustrar a Era Vitoriana e o passado como um todo.

Usando esse estilo em Leviatã, Scott Westerfeld reconta a Primeira Guerra Mundial a seu modo. As potências envolvidas são as mesmas da História, o que muda é a forma de batalhar e, principalmente, os armamentos utilizados. De um lado os mekanistas alemães, que usam mecânica altamente avançada para produzir suas máquinas, criando gigantes blindados. Do outro estão os darwinistas britânicos, que baseiam-se nas teorias de Darwin para desenvolverem animais geneticamente modificados, usados como verdadeiros monstros de guerra.

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Nesse cenário conhecemos Alek, que após a morte de seu pai, o arquiduque Franz Ferdinand, é obrigado a fugir de sua própria família. O menino é herdeiro do trono Austro-Hungaro, mas não é reconhecido como tal devido ao casamento não nobre do pai. Do outro lado temos Deryn, uma jovem fascinada por aeronáutica que vai contra as regras e entra na Força Aérea britânica fingindo ser um menino.

Alek

Por mais confuso que pareça todo o enredo flui naturalmente. O passado alternativo criado por Scott é verossímil e cheio de descrições detalhadas. Para ajudar, o livro conta com ilustrações lindas que fazem o leitor visualizar melhor o universo imaginado. Esse formato é inusitado, mas tem um propósito: os livros da época retratada no romance (1914), mesmo os adultos, eram todos ilustrados.

Confesso que não recomendaria nada do Scott Westerfeld a algum tempo atrás. Apesar do sucesso que fez, a série Feios me decepcionou bastante. Mudei muito meu conceito após ler Leviatã, os próximos livros da série (Behemoth e Goliath) já foram lançados e suas edições brasileiras ainda não foram anunciadas pela Galera Record.

Livro – Sorte ou azar?

Livro – Sorte ou azar?

Título original: Jinx

Autor: Meg Cabot

Editora: Galera Record

Páginas: 285

Ano: 2007

Sinopse: A falta de sorte parece perseguir Jinx onde quer que ela vá – e por isso ela está tão animada com a mudança para a casa dos tios, em Nova York.  Talvez, do outro lado do país, Jinx consiga finalmente se livrar da má sorte. Ou, pelo menos, escape da confusão que provocou em sua pequena cidade natal. Mas logo ela percebe que não é apenas da má sorte que está fugindo. É de algo muito mais sinistro… Será que sua falta de sorte é, na verdade, um dom, e a profecia sob a qual ela viveu desde o dia que nasceu é a única coisa que poderá salvá-la? (Galera Record)

Há muito tempo não lia Meg Cabot e acredito que escolhi o livro errado para voltar a suas obras. Em Sorte ou Azar? conhecemos Jean, adolescente azarada que vai morar com os tios em NY após passar por situações complicadas em sua pacata cidade natal no interior do país. Contada em primeira pessoa a história segue de modo pouco envolvente, acompanhamos as confusões de Jean ao lidar com sua falta de sorte e  com seus atritos com a prima, que mudou completamente desde sua última visita. A heroína segue os padrões da autora: politicamente correta, humilde e com baixa auto estima. As revelações e brigas do livro não surpreendem, há sempre uma necessidade de amenizar tudo e falta expressão durante todo o enredo (Jean vive citando um “nó no estomago” em situações complicadas, o que fica chato e repetitivo). Jean é chamada de Jinx, apelido pejorativo associado a falta de sorte, fracasso e maldição – isso também fica mal explicado no livro. A bruxaria é abordada como algo que pode ser usado para o bem ou para o mal, clássico dos contos de fadas, Tory (a prima) acaba assumindo o papel da vilã, usando magia negra com objetivos banais e tentando puxar Jinx para seu clã de pseudo bruxas.

Já fui muito fã da Meg Cabot mas estou perdendo as esperanças após as decepções com Pegando Fogo e Sorte ou Azar?, ambos não tem nada de suas velhas obras, como a série A Mediadora que também trata de assuntos paranormais. Minha mudança de percepção tem muito a ver com a época em que li cada obra, mas pretendo reler alguns para comparar de modo mais justo. Aceito sugestões de livros recentes da autora, não vou abandona-la já que gosto do seu estilo de escrever e aproveito seus livros por serem rápidos e gostosos.